domingo, 12 de outubro de 2008

The Day the Earth Stood Still, de Robert Wise (1951)

A década de 50 foi o lançamento para o género da Ficção Científica e do terror. Uma nova geração surgia e as estrelas de cinema estavam a ficar mais velhas. O público mais jovem queria ver coisas mais modernas. Para além disso, os tempos não ajudavam. A Guerra Fria estava á porta e os Esatados Unidos viviam sob medo constante, para não falar do resto do mundo, em que pairava o medo nuclear.

Quem ganhou com tais medos foram os géneros acima referidos: Ficção científica e o terror. Cineastas independentes criavam as suas obras, de forma marginal e com total liberdade (Roger Corman é um exemplo) e os grandes estúdios começaram a aperceber-se da mudança dos tempos. E foi nesse sentido que a 20th Century Fox lançou este The Day The Earth Stood Still, realizado por Robert Wise.

Numa tarde em Washington, uma nave espacial aterra no meio da cidade. Após o piloto da nave ser ferido e levado para o hospital para tratamento, este consegue fugir. Este ser tem uma missão: avisar a humanidade que corre perigo, antes que seja tarde demias. Mas devido ao medo da Guerra Fria, é-lhe difícil reunir as pessoas necessárias para que a sua mensagem seja ouvida.

Como era vulgar nestes filmes, a mensagem política sobra a era em que o filme decorre é feita. E neste caso, é feita duma forma mais directa que noutros filmes do género.

The Day The Earth Stood Still é um excelente filme de F.C., um dos melhores da década de 50 e um clássico do género. E este ano temos o remake, com Keanu Reeves e Jennifer Connelly. Quem tiver a oportunidade de (re)descobrir este clássico, que o faça. Imperdível.
Trailer:

sábado, 11 de outubro de 2008

The Day the Earth Stood Still, de Scott Derickson (2008)

The Day the Earth Stood Still é um remake dum clássico de ficção cientifica com o mesmo nome, realizado por Robert Wise (sim, o mesmo de West Side Story e The Sound of Music).
Este remake até tem bom aspecto e conta com a sempre excelente Jeniffer Connelly e Keanu Reeves. Estreia em Dezembro (cá é dia de 11 de Dezembro, estreia mundial) e promete ser um grande êxito de bilheteira. Agora resta saber se será um bom remake. Cá vos deixo o Teaser Poster. Já anda nas nossas salas o Teaser Trailer e um outro poster, lançado depois deste.

O remake do clássico filme de F.C. estreia em Dezembro.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Qual é a vossa personagem de terror favorita?

Temos várias hipóteses: Freddy Krueger; Jason Vorhees; Ash; o monstro de The Thing; Michael Myers. Enfim, a lista é interminável.
Na minha modesta opinião, gosto bastante de Freddy Krueger e do seu humor sarcástico, apesar de alguns filmes fracos da série.

  • Freddy Krueger, o monstro das 4 garras mortais.
Jason Vorhees é um assassino implacável, sem palavras e brutamontes. Michael Vorhees deseja matar a família e acabar com toda a gente à sua frente.
  • Jason Vorhees, sempre com a sua katana.
O monstro de The Thing é simplesmente genial e totalmente mortífero.
  • Um dos melhores e mais reais monstros do cinema. Genial!
Mas Ash, da série Evil Dead é um autêntico delírio humoristico e sempre sujo de sangue. Seja a lutar com demónios ou a combater a sua própria mão possuída por um demónio, Ash nunca pára de dizer o que lhe vai na alma. E nós ficamos contentes por tal. E verdadeiro momento de ouro (de comédia ou de terror) é ver Ash com uma moto-serra. E esta acaba por ser o rei das personagens de terror.

  1. Hail to the King, Baby!!! Ash de Evil Dead, uma das mais loucas personagens do Terror

Deixem a vossa opinião: Quem é a vossa personagem favorita de terror? Estas que aqui referi são algumas das mais conhecidas. Mas, como é óbvio, há muitas mais e que neste momento não me recordo. Força, digam de vossa justiça...

E ontem foi-me oferecido isto...

... Film Posters, Science Fiction.



A minha dedicada alma gémea, lembrando-se do meu gosto por este género, ofereceu-me esta pequena jóia, onde são apresentados os melhores posters de ficção científica (incluindo daqueles bizarros mas extremamente criativos posters polacos). Uma bela prenda e um bom meio para ficar a conhecer a outra arte relacionada com a sétima arte: o poster. recomendo vivamente. Sei que estão há venda (na Fnac, por exemplo) outros livros da mesma colecção mas dedicados a um certa década (30, 40, 50, 70, 80, 90, 00) e sei da existência dum destes livros mas apenas dedicado ao género do terror. E tenho de lhe deitar as mãos. Muito Aconselhável.

Ciclo John Carpenter na Cinemateca

John Carpenter é um dos grandes mestres do cinema mundial. O seu primeiro filme foi a comédia de ficçaõ científica Dark Star (com Dan O'Bannon, o argumentista de Alien, como actor) e após essa experiência, realizou Assault on Precinct 13, um filme de acção imparavél (um western moderno com personagens que virião moldar futuras ideias de Carpenter). Em 1978, surgiu Halloween, um filme de terror independente, que Carpenter escreveu também, que se tornou o filme independente mais rentável de sempre e um ponto de viragem no que diz respeito ao cinema de terror. Influenciou milhares de slasher films (e Halloween ganha sempre por ser um slasher film sem violência gráfica) e foi inumeras vezes imitado mas nunca igualado. Após este lançamento de carreira, já com orçamento maior, Carpenter realizou The Fog (outro clássico), Escape From New York (mais um clássico de acção, com Kurt Russel no papel da sua vida, como o icónico anti-herói Snake Pliskenn), The Thing (não preciso de dizer mais nada), entre outros.

Tudo isto para dizer que a partir de dia 23 de Outubro, a Cinemateca Portuguesa exibe um ciclo dedicado a John Carpenter, onde irá passar todas as suas obras (incluindo o raro Elvis, biografia de Elvis Presley e a primeira colaboração de Carpenter e Kurt Russel). Este clico tem início com Halloween e estende-se até Novembro, mês em que serão exibidos as restantes obras. Estão à espera de quê?

The Thing From Another World, de Christian Nyby (1951)

Baseado num conto com o nome Who Goes There?, este The Thing From Another World conta-nos a história dum grupo de cientistas e militares que estão a fazer um estudo numa base no Alasca, quando se deparam com algo insólito: uma nave extra-terrestre. Após ser retirada do gelo e o seu habitante (aparentemente) morto ser levado para a base, eles decidem tentar estudar o ser. Até que descobrem que não está morto.
Howard Hawks apresenta-nos um filme de Ficção Científica (realizado por Christian Nyby) com um bom argumento e excelente direcção de actores. E o monstro em si está muito bem conseguido, sendo uma presença assustadora.
The Thing From Another World é um clássico que merece ser (re)descoberto e um verdadeiro marco da Ficção Científica dos anos 50.
John Carpenter realizou um remake (acho que dispensa apresentações) em 1982, The Thing, que na altura da estreia foi um grande fracasso de bilheteira (o primeiro de muitos para carpenter) mas que, com o passar dos ano, tornou-se um filme extremamente admirado e um verdadeiro objecto de culto (declaro que este é um dos filmes da minha vida). E este The Thing From Another World é também, um excelente filme.

Trailer:

Secret Window, de David Koepp (2004)

David Koepp, argumentista de Jurassic Park; Spider-Man; War of the Worlds; Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull e muitos outros, assina o argumento e a realização deste Secret Window (este foi o terceiro filme que realizou depois de Trigger Effect e do excelente Stir of Echoes, com Kevin Bacon).
Baseado num conto de Stephen King, Secret Window é a história dum escritor que se encontra isolado a trabalhar na sua nova obra e a enfrantar um divórcio. Mas o seu período de concentração é abalado quando um estranho lhe bate à porta e deseja ser compensado por lhe ter sido roubado um conto no passado.
Johnny Depp é o protagonista (e uma boa razão para ver o filme) e tem a sua lado John Turturro, maria Bello e Timothy Hutton (que já tinha entrado num filme baseado numa obra de King, algo parecida: The Dark half, realizado por George A. Romero).
Não conheço o conto original de King mas este Secret Window acaba por ser prevísivel e, por vezes, perde-se no seu enredo. O filme acaba por depender demais de Depp e mostra-nos que o conto de King serviria para um episódio duma série de terror (como masters of Horror) mas não como um filme de 90 minutos. Já para não falar no twist final que já se adivinha a meia-hora de filme.
No entanto, o filme vale pela boa realização de Koepp e pela sua tentativa em tentar contar esta história da melhor forma possível, para isso acudindo a um bom elenco, sendo este mais um motivo para se dar uma vista de olhos.

Trailer:

sábado, 27 de setembro de 2008

E aproveito para...

... um pequeno projecto pessoal: a Moviewagon Produções.

Trata-se duma ideia que tive em conjunto com a minha dedicada alma gémea em que iremos criar pequenos filmes sem orçamento algum (a não ser aquele que sairá dos nossos bolsos) e sem quaisquer tipo de meios (a não ser os que nós dispomos). Ou seja, aquilo a que podemos chamar de Cinema Independente na sua verdadeira forma.

Digo desde já que realmente não dispomos de grandes equipamentos, apenas duma vulgar câmara digital, dum singelo programa de edição e, o mais importante, de várias ideias que por aqui ruminam há bastante tempo e a vontade de trabalharmos nelas. E o meio mais importante que temos é o gosto por isto e a originalidade em encontramos formas de criarmos estas mesmas ideias.

Brevemente (quando, ainda não sei, pois o projecto acabou de nascer), teremos mais novidades em relação a este projecto, que não será (infelizmente) o nosso ganha pão mas sim um hobbie e algo que iremos trabalhar durante os nossos tempos livres.

A primeira ideia já está em produção e é para um pequeno passatempo que encontrámos: www.quenteseboas.pt

Será dentro do género do fantástico, devo desde já admitir. Mas mais não digo.

Para além disso, uma segunda ideia para uma segunda curta metragem já está aqui nesta mente.

Concluindo: será um projecto motivado pelo nosso gosto e pelas nossas ideias, que iremos levar à avant, mesmo não dispondo de grandes meios. Afinal, o mais importane é termos uma ideia para nos motivar. Depois é só encontrar forma de a pôr em imagem.

Espero que gostem. E brevemente darei mais notícias...

Mirrors - de Alexandre Aja (2008)

Alexandre Aja trouxe-nos anteriormente Haute Tension (filme de terror fancês que ainda não vi e dizem ser bastante bom) e o bastante competente remake de The Hills Have Eyes. Eregressa agora com este Mirrors, um remake de (novamente) um filme japonês). Aja aqui conta com Kiefer Sutherland (o grande Jack Bauer de 24) como protagonista.
A história é simples: um ex-polícia encontra trabalho como segurança num velho centro comercial, devastado por uma tragédia. E após iniciar o seu trabalho lá, descobre que algo de estranho se passa, especialmente com os espelhos.

Aja já nos mostrou ser um realizador de terror bastante competente mas aqui dá um passo em falso. Primeiro, porque Mirrors acaba por ser mais um thriller com algumas cenas violentas do que um filme de terror em si: o filme baseia-se bastante na investigação de Ben (Sutherland) sobre o mistério dos espelhos e dos seus reflexos assassinos. Pelo meio, somos presenteados com algumas sequências muito bem conseguidas (a da banheira está extraordinária). No entanto, a nível de trama, o filme acaba por cair no cliché do costume, ou seja, o motivo de tudo isto acontecer já o vimos várias vezes em filmes semelhantes, sendo então este o grande problema do filme (para além de duas interpretações péssimas, as quais já irei referir de seguida).

A nível de interpretações, Sutherland está bem por aqui, conseguindo separar-se da imagem cónica de Jack Bauer (algo que não conseguiu fazer em The Sentinel, o medíocre thriller que conta com Michael Douglas, onde Sutherland praticamente fazia de Jack Bauer mais calmo) e consegue agentar o filme. Quanto a Paula Patton (que vimos anteriormente em Dej Vu), que aqui interpreta a mulher de Sutherland, é aquilo a que chamo um grande erro de casting, pois não consegue trazer dimensão à personagem, nem sequer é convicente a interpretar a mesma. Isto para não falar do miúdo que interpreta o filho de ambos!

Resumindo, Mirrors é um thriller (e não bem um filme de terror como se esperaria) bastante vulgar, com uma boa ideia por trás e com algumas sequências bem conseguidas (a sequência final está muito boa)e um Kiefer Sutherland em forma. O filme sofre de duas interpretações más (muito vulgar nos filmes de terror), uma ideia boa que se acaba por tomar o caminho do cliché e uma luta final algo descabida. Acaba por ser um thriller sobrenatural mediano. E Alexandre Aja consegue fazer melhor.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Millennium - Série 2 - Criada por Chris Carter (1997-1998)

Após os acontecimentos que terminaram com a primeira temporada, a vida de Frank Black e da sua família irão mudar para sempre. Nesta segunda temporada, Frank começa a conhecer as verdadeiras intenções do grupo Millennium e pondera sobre se realmente está no lado certo. Mas Frank tem uma certeza: algo revolucionário está prestes a acontecer, e ele estará no meio.
Esta segunda temporada centra-se mais na trama que envolve a série na sua totalidade, ou seja, está mais concentrada nos motivos do grupo e a decisâo de Frank Black sobre se irá escolher o lado certo ou não. Para além disso, temos também um retrato duma família cujos sonhos foram destruídos por uma situação trágica. Nesta segunda séie, não temos mais do mesmo: a trama está mais desenvolvida, as personagens vão a novos limites e encontramos episódios muito bem conseguidos (Beware of the dog está excelente e consegue ser mais arrepiante do que muitos filmes de terror que vemos nas salas de cinema, por exemplo). Quanto ao final da temporada, para além de ser um final trágico, trata-se, na minha humilde opinião, um dos episódios mais bizarros e brilhantes que já vi, sendo exactamente o tipo de material que tantas opiniões poderá dividir. Quanto a Lance henriksen, está perfeito como Frank Black (a personagem assenta-lhe que nem uma luva) e aqui está mais distante, sombrio e melancólico. Nesta segunda temporada, temos também algo de novo na série: os episódios cómicos (2), ambos escritos por Darin Morgan (também argumentista de alguns dos episódios cómicos de The X-Files, como o excelente Jose Chung's From Outer Space, um dos melhores episódios da série e cuja personagem Jose Chung é transferida de The X-Files para Millennium), e cuja escrita é excepcionalmente brilhante (especialmente o primeiro episódio, com um pequeno cameo fotográfico de David 'Fox Mulder' Duchovny) e com Lance Henriksen a fazer uma hilariante representação dum detective saído dos anos 40.

Resumindo, a segunda temporada de Millennium é um passo em frente em relação à primeira (mesmo que acabe por fugir um pouco da ideia original da série, que seria uma interpretação mais séria e realista do nosso mundo, sempre relacionado com serial killers, crimes de grande violência e religião) e acabando já por cair um pouco no reino do sobrenatural, mas sempre de forma bem conseguida. E nesta temporada temos uma das mais violentas cenas para uma série de televisão, no penúltimo episódio da série.
Crime, religião, família, perda, tristeza, mistérios, Deus, Diabo... todas estas questões são revelantes para uma das mais invulgares séries de TV.
 

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